Segurança Digital

Ghost Hacking: quando a identidade digital continua vulnerável após a morte

19 de August de 2026

Contas ativas, dados expostos e golpes que exploram quem já não pode mais se defender.

O que é ghost hacking?

Ghost hacking — também chamado de ghosting em algumas publicações sobre segurança digital — é o uso indevido da identidade, dos dados ou das contas digitais de uma pessoa falecida.

Criminosos assumem o controle de redes sociais, e-mails e outras contas online ou até mesmo criam perfis falsos utilizando informações da pessoa que morreu.

Para eles, uma conta que permanece ativa e sem monitoramento pode representar uma grande oportunidade.

Perfil digital se desfazendo em partículas, com cadeado e alerta
Uma conta esquecida pode se tornar uma porta aberta para criminosos.

Como os criminosos encontram suas vítimas?

Informações sobre uma pessoa podem continuar disponíveis publicamente após sua morte. Obituários, homenagens nas redes sociais e publicações de familiares podem revelar nome completo, data de nascimento, cidade onde vivia, profissão, parentes e outras informações.

A AARP alerta que criminosos podem coletar justamente dados publicados em obituários para começar a construir um perfil destinado ao roubo de identidade.

Essas informações, combinadas com vazamentos ou com contas digitais desprotegidas, podem ser usadas em golpes, fraudes financeiras e invasões de outros serviços.

Conversa de aplicativo de mensagens em que um golpista se passa por pessoa falecida
Golpistas se passam por quem já não pode mais se defender.

O problema já chegou ao Congresso brasileiro

O Projeto de Lei 3.140/2024, em tramitação na Câmara dos Deputados, propõe tipificar especificamente o estelionato praticado utilizando dados pessoais, redes sociais, e-mails e contas online de pessoas falecidas.

A proposta prevê pena de quatro a oito anos de reclusão e multa para esse tipo de fraude, além de hipóteses de aumento da pena.

O fenômeno, já chamado de ghost hacking, mostra que a identidade digital depois da morte deixou de ser apenas uma questão familiar: é também uma questão de segurança e de proteção da sociedade.

Projeto de Lei nº 3.140/2024
PL nº 3.140/2024 — estelionato com dados de pessoas falecidas.

Encerrar a vida digital também é cuidado

Quando alguém falece, muitas providências são tomadas: documentos, bancos, seguros, contratos, patrimônio. Mas e a vida digital?

Contas em redes sociais, e-mails, serviços de nuvem e aplicativos podem permanecer ativos por anos, expondo dados, memórias e familiares a riscos desnecessários.

Sua identidade é um patrimônio. Organizar o destino dela é um ato de amor e proteção para quem fica.

Cofre digital com biometria e ícones de contas conectados
Organizar hoje para proteger amanhã.

Sobre a Limen

A Limen ajuda você e sua família a cuidar do que importa também no mundo digital. Encerramos contas, protegemos dados e organizamos seu legado digital com segurança e respeito.

Porque cuidado verdadeiro continua, mesmo quando a vida muda.

Quero saber mais

Continue lendo